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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Banco Central do Brasil divulga IBC-Br de dezembro de 2010

O Banco Central do Brasil divulgou ontem (16 de dezembro) o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) que mede a expansão da atividade econômica mensalmente. O IBC-Br passou a ser divulgado pelo Banco Central do Brasil apenas no ano passado e é visto pelo mercado como uma boa antecipação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), sendo assim, espera-se que o resultado do índice seja aproximadamente igual o desempenho do PIB.

Segundo o índice, a economia brasileira teve um crescimento de 7,81% em 2010, resultado próximo aos 7,3% projetados pelo Banco Central e mais próximo ainda aos 7,61% esperado pela mediana do mercado segundo o último Boletim Focus, respectivamente para o PIB deste ano.

Fonte: Banco Central do Brasil (elaboração própria)
Como podemos ver pelo gráfico acima, o índice fechou o ano de 2010 com 140,60 pontos e teve crescimento mensal de 0,07% (praticamente estável). Em relação ao mesmo mês do ano anterior o crescimento foi de 4,07%. O crescimento anual e em 12 meses são sempre iguais no último mês do ano e o crescimento registrado foi os 7,81% expostos anteriormente.

O que todas estas comparações mostram é que a atividade econômica seguiu em ritmo forte no ano de 2010 e o que mais se tem perguntado é se foi um crescimento "forçado" (acima da capacidade produtiva) pelas medidas anti-cíclicas do governo, o que pode ter contribuído para a alta da inflação ou se cresceu de forma "natural" (determinada pela capacidade produtiva do país), não trazendo assim pressões inflacionárias para a economia nacional.

Saber se a atividade econômica está crescendo ou não acima do seu potencial é um bom exercício mental que teremos nestes próximos anos com a alta dos índices de inflação. Ter crescimento econômico quase sempre é bom. A ressalva está em que a atividade econômica deve crescer no nível máximo sustentável para que não gere pressões inflacionárias que no médio ou longo prazo vai prejudicar o crescimento da economia.

Fica aí o alerta, comemoremos sim o crescimento registrado do IBC-Br, mas não esqueçamos de olhar outros indicadores que junto com este índice vão nos indicar melhor a real situação da nossa economia.


P.S. Poderia colocar na discussão uma estimativa para o crescimento potencial IBC-Br, mas preferi colocar a discussão em outro post para não ficar muito extenso. Confira!

sábado, 30 de outubro de 2010

Você quer estar no comando da política monetária?

Hoje eu lembrei de uma mensagem muita interessantes entre muitas outras que eu recebia quando era um membro do Nepom. O Nepom para quem não conhece é um grupo de estudantes que estuda a política monetária e seus desdobramentos na economia brasileira. Quem preferir conhecer melhor visite este link aqui.

Voltando ao assunto, recebi um e-mail de um dos membros do Nepom com a seguinte pergunta: Quer ser o presidente de um banco central por um dia? Achei estranho e resolvi dar uma olhada e deparei com um link que dava na página do Fed (Federal Reserve System) com o nome Fed Chairman Game.

Este jogo foi feito pelo Fed de São Francisco e serve para estudantes de Economia e mesmo os leigos tomarem o posto de presidente do Banco Central e tomar sérias decisões à respeito da política monetária e suas consequência na economia local neste simulador.

Para quem for leigo em economia, antes de começar o jogo é bom ir na guia "Learn more" e de lá você será endereçado à uma página que te instrui melhor sobre o qual é a função da política monetária e como a sua decisão de mudar a taxa de juros em alguns pontos percentuais (os famosos p.p.) afeta toda a economia.

Para resumir um pouco para quem não conhece bem o inglês ou pior ainda, o "inglês economês", aqui vai um pouco do que é importante no jogo. "Um aumento dos juros combate a inflação mas aumenta o desemprego. Queda dos juros aumenta inflação mas reduz desemprego." Mas não é assim tão fácil, assim como na economia real, neste jogo você será confrontado com situações difíceis e às vezes contraditórias quanto a adoção da política monetária (restritiva ou expansionista). São os famosos choques negativos  de oferta e de demanda que exigem uma destreza maior do comandante da política monetária. 

Assim como qualquer pessoa ou empresa o Banco central tem uma meta que no caso é a de inflação, mas para isto tem que manter baixa a taxa de desemprego, ou seja, manter a economia crescendo de maneira estável. Se você não der conta de manter a inflação dentro da meta estabelecida e/ou a taxa de desemprego igual a natural, você será fatalmente demitido.

Você será desafiado a se comportar como um economista de verdade e a usar suas habilidades para conduzir a política econômica do país. Sinta-se como se estivesse no lugar do Henrique Meirelles e veja como é importante determinar a meta da taxa Selic durante as reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM).

Leia minha mensagem assim que descobri o site e "tentei a sorte" neste joguinho:
"Fiz o teste e pelo visto parece que eu tenho uma maior "aversão a inflação"!
Na primeira tentativa fui demitido por causa da deflação (e em outras também), mas na maioria eu saí bem, venci o jogo e continuei no comando da política monetária hehe!
Ótimo joguinho."

E você? Quer ser o presidente do Banco Central por um dia?
Teste sua capacidade e sinta-se um Economista!


Tentativa frustrada 

Tentativa realizada com sucesso

sábado, 8 de maio de 2010

BC realiza o XII Seminário Anual de Metas para Inflação

Eis uma seminário que eu gostaria muito de participar...



Brasília -  O Banco Central do Brasil realizará o XII Seminário Anual de Metas para a Inflação, nos dias 13 e 14 de maio, no auditório da instituição no Rio de Janeiro. O evento tem o objetivo de fomentar a discussão de estudos técnicos e a troca de experiências entre especialistas nacionais e internacionais sobre a formulação e execução da política monetária, especialmente no que diz respeito ao regime de metas para a inflação, traçando considerações sobre as tendências para os próximos anos. O acesso aos jornalistas será permitido mediante credenciamento prévio.
Os jornalistas que desejarem cobrir o evento devem fazer a inscrição até às 18h do dia 12 de maio, informando para o e-mail imprensa@bcb.gov.br os seguintes dados: nome, número, data e local de emissão da Carteira de Identidade e nome do veículo de comunicação.
Evento:  XII Seminário Anual de Metas para a Inflação
Local: Av. Presidente Vargas, 730 - Centro - Auditório do BC no Rio de Janeiro
Datas: 13 e 14 de maio
PROGRAMAÇÃO
13 de maio (quinta-feira)
08:30 Credenciamento e entrega de material
09:00 Abertura
Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Banco Central do Brasil
09:20 Palestra Inaugural
Coordenador:
 Gustavo do Vale, Banco Central do Brasil
Palestrante: Axel A. Weber, Deutsche Bundesbank
10:20 Coffee break
10:40 Sessão I: Política Monetária e Fiscal
Moderador:
 Eduardo Loyo, BTG Pactual
Cyntia Freitas Azevedo, Banco Central do Brasil
“Impacts of a Deficit Rule for Fiscal and Monetary Policies”
Troy Davig, Federal Reserve Bank of Kansas City
“Unfunded Liabilities and Uncertain Fiscal Financing”
Comentarista: Marco Bonomo, Fundação Getulio Vargas
12:10 Intervalo para almoço
14:00 Sessão II: Rigidez de Preços
Moderador:
 Luiz Awazu Pereira da Silva, Banco Central do Brasil
Arnildo da Silva Correa, Banco Central do Brasil
“Estimating Strategic Complementarity in a State -Dependent Pricing Model”
Virgiliu Midrigan, New York University
“Inventories, Markups and Real Rigidities in Menu Cost Models”
Comentarista: Ariel T. Burstein, University of California at Los Angeles
15:30 Coffee break
15:50 Sessão III: Previsão Utilizando Muitas Variáveis
Moderador:
 Ilan Goldfajn, Banco Itaú Unibanco
Francisco Marcos Rodrigues Figueiredo, Banco Central do Brasil
“Forecasting Brazilian Inflation Using a Large Data Set”
Eliana Rocío González Molano, Banco de la República
“Bayesian Model Averaging: An application to Forecast Inflation in Colombia”
Comentarista: Simon Price, Bank of England
17:30 Coquetel
14 de maio, sexta-feira
09:00 Sessão IV: Variáveis em Tempo Real
Moderador:
 Alexandre Schwartzman, Banco Santander
Rafael T. Cusinato, Banco Central do Brasil
“Output Gap and GDP in Brazil: a Real Time Data Analysis”
João Victor Issler, Fundação Getulio Vargas
“Constructing Coincident and Leading Indices of Economic Activity for the Brazilian Economy”
Comentarista: Marcelle Chauvet, University of California at Riverside
10:30 Coffee break
10:50 Sessão V: Estabilidade Financeira e Política Monetária
Moderador:
 Alexandre A. Tombini, Banco Central do Brasil
Benjamin M. Tabak, Banco Central do Brasil
“Financial Stability and Monetary Policy: The Case of Brazil”
Delroy M. Hunter, University of South Florida
“Financial Market Openness and Monetary Control”
Comentarista: Jouko Vilmunen, Bank of Finland
12:20 Intervalo para almoço
14:00 Painel: Crescimento do Produto Potencial Brasileiro
Moderador:
 Aldo Mendes, Banco Central do Brasil
Fernando A. Veloso, Ibmec
“Crescimento Econômico Brasileiro: Análise e Perspectivas”
Rodrigo R. Soares, Puc-Rio
“Perspectivas de Crescimento da Produtividade no Longo Prazo: Uma Visão Micro”
15:30 Encerramento
Henrique Meirelles, Banco Central do Brasil
Brasília, 7 de maio de 2009
Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa

imprensa@bcb.gov.br
(61) 3414-3462

Aqui vai o link oficial do Seminário: Notícias do BC.

sábado, 1 de maio de 2010

O Banco Central do Brasil e a Crise do Suprime

Dando uma olhada nos novos papers publicados pelo Banco Central, encontrei um interessante que trata da atuação dos banqueiros centrais no período de maior turbulência da crise.

Quando li este artigo veio em mente, além de todo período enfrentado pela economia mundial neste período, a forma como meus colegas de NEPOM [link]e eu tratávamos deste assunto para apresentar para o público em geral. Por mais dor de cabeça que a crise do subprime possa ter dado a várias pessoas, não dá para negar que ela foi um importante laboratório para quem estuda e gosta de economia.

O artigo em questão foi escrito por Mário Mesquita e Mário Torós e, além de descrever os canais que a crise penetrou na economia brasileira, a atuação do Banco Central na crise e os resultados observados; discute também as lições tiradas da crise no sentido de melhorar o papel do Banco Central como autoridade de supervisão do sistema financeiro e executor da política monetária.

O texto está disponível aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano

Brasília – Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária (Fonte: BACEN).

Como previsto pelos integrantes do Nepom (Núcleo de Estudos de Política Monetária) em reunião realizada nesta última segunda-feira (do qual eu infelizmente não pude participar), a taxa Selic permaneceu inalterada na votação dos membros do Copom ocorrida neste dia. Parabéns pelo resultado e pelos slides eu achei a apresentação muito boa. O resultado está aqui.

Agora voltando a monografia...