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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Banco Central do Brasil lança o relatório trimestral de inflação

Para quem gosta de estar por dentro da economia brasileira e até mundial, vale a pena dar uma lida no Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central do Brasil. Este relatório não destaca só assuntos diretamente ligados a inflação (até porque em economia tudo afeta indiretamente) e permeia em assuntos como nível de atividade econômica; política creditícia, monetária e fiscal; Economia Internacional; Setor Externo; Preços e Perspectivas para a inflação.

Como é o último trimestre do ano, normalmente os escritores dão um panorama geral da situação no ano e quais as perceptivas para o próximo que vem vindo. Ler este relatório, a última ata do COPOM (Comitê de Política Monetária) e a carta de conjuntura do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada) que deve estar por vir é obrigatório para aqueles que querem entender verdadeiramente o panorama econômico atual.

É claro que existem ainda algumas revistas e instituições especializadas que darão uma boa noção no decorrer do tempo sobre nossa situação econômica, mas isto não vem em um trabalho sozinho e jornais e revistas não especializadas passam as notícias sem cobrir o assunto da maneira como deveriam ou até interpretam de maneira equivocada (o mal de jornalista se meterem a Economistas).

Deixando isto de lado, este relatório trimestral de inflação é muito rico em conteúdo e para aqueles que não tem muito tempo de ler o relatório completo, há também os slides feitos de forma resumida e muito informativa para aqueles que já tem um bom conhecimento prévio de economia e um vídeo com a apresentação disponível na site do Banco Central.


sábado, 30 de outubro de 2010

Você quer estar no comando da política monetária?

Hoje eu lembrei de uma mensagem muita interessantes entre muitas outras que eu recebia quando era um membro do Nepom. O Nepom para quem não conhece é um grupo de estudantes que estuda a política monetária e seus desdobramentos na economia brasileira. Quem preferir conhecer melhor visite este link aqui.

Voltando ao assunto, recebi um e-mail de um dos membros do Nepom com a seguinte pergunta: Quer ser o presidente de um banco central por um dia? Achei estranho e resolvi dar uma olhada e deparei com um link que dava na página do Fed (Federal Reserve System) com o nome Fed Chairman Game.

Este jogo foi feito pelo Fed de São Francisco e serve para estudantes de Economia e mesmo os leigos tomarem o posto de presidente do Banco Central e tomar sérias decisões à respeito da política monetária e suas consequência na economia local neste simulador.

Para quem for leigo em economia, antes de começar o jogo é bom ir na guia "Learn more" e de lá você será endereçado à uma página que te instrui melhor sobre o qual é a função da política monetária e como a sua decisão de mudar a taxa de juros em alguns pontos percentuais (os famosos p.p.) afeta toda a economia.

Para resumir um pouco para quem não conhece bem o inglês ou pior ainda, o "inglês economês", aqui vai um pouco do que é importante no jogo. "Um aumento dos juros combate a inflação mas aumenta o desemprego. Queda dos juros aumenta inflação mas reduz desemprego." Mas não é assim tão fácil, assim como na economia real, neste jogo você será confrontado com situações difíceis e às vezes contraditórias quanto a adoção da política monetária (restritiva ou expansionista). São os famosos choques negativos  de oferta e de demanda que exigem uma destreza maior do comandante da política monetária. 

Assim como qualquer pessoa ou empresa o Banco central tem uma meta que no caso é a de inflação, mas para isto tem que manter baixa a taxa de desemprego, ou seja, manter a economia crescendo de maneira estável. Se você não der conta de manter a inflação dentro da meta estabelecida e/ou a taxa de desemprego igual a natural, você será fatalmente demitido.

Você será desafiado a se comportar como um economista de verdade e a usar suas habilidades para conduzir a política econômica do país. Sinta-se como se estivesse no lugar do Henrique Meirelles e veja como é importante determinar a meta da taxa Selic durante as reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM).

Leia minha mensagem assim que descobri o site e "tentei a sorte" neste joguinho:
"Fiz o teste e pelo visto parece que eu tenho uma maior "aversão a inflação"!
Na primeira tentativa fui demitido por causa da deflação (e em outras também), mas na maioria eu saí bem, venci o jogo e continuei no comando da política monetária hehe!
Ótimo joguinho."

E você? Quer ser o presidente do Banco Central por um dia?
Teste sua capacidade e sinta-se um Economista!


Tentativa frustrada 

Tentativa realizada com sucesso

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Copom mantém taxa Selic em 10,75% ao ano

Em nova reunião nesta quarta-feira, 20 de outubro de 2010, os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) decidiram por unanimidade manter a meta para a taxa Selic em 10,75% a.a.

Comunicado oficial no site do Banco Central do Brasil:
"Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés."

E os membros do Nepom mais uma vez se anteciparam bem a decisão do comitê numa apresentação nesta última segunda-feira, prevendo com o modelo econométrico Probit a manutenção da Selic em 10,75% a.a. 

sábado, 1 de maio de 2010

O Banco Central do Brasil e a Crise do Suprime

Dando uma olhada nos novos papers publicados pelo Banco Central, encontrei um interessante que trata da atuação dos banqueiros centrais no período de maior turbulência da crise.

Quando li este artigo veio em mente, além de todo período enfrentado pela economia mundial neste período, a forma como meus colegas de NEPOM [link]e eu tratávamos deste assunto para apresentar para o público em geral. Por mais dor de cabeça que a crise do subprime possa ter dado a várias pessoas, não dá para negar que ela foi um importante laboratório para quem estuda e gosta de economia.

O artigo em questão foi escrito por Mário Mesquita e Mário Torós e, além de descrever os canais que a crise penetrou na economia brasileira, a atuação do Banco Central na crise e os resultados observados; discute também as lições tiradas da crise no sentido de melhorar o papel do Banco Central como autoridade de supervisão do sistema financeiro e executor da política monetária.

O texto está disponível aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano

Brasília – Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária (Fonte: BACEN).

Como previsto pelos integrantes do Nepom (Núcleo de Estudos de Política Monetária) em reunião realizada nesta última segunda-feira (do qual eu infelizmente não pude participar), a taxa Selic permaneceu inalterada na votação dos membros do Copom ocorrida neste dia. Parabéns pelo resultado e pelos slides eu achei a apresentação muito boa. O resultado está aqui.

Agora voltando a monografia...