Um blog que aborda temas curiosos como o dia-a-dia, manifestações culturais e para um bom estudante de Ciências Econômicas, fatos econômicos com meu ponto de vista. Em síntese: um blog com conteúdo aleatório que permeia os três assuntos do título.
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sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Os 60 anos da profissão de economista no Brasil
Em comemoração aos 60 anos da profissão de economista no Brasil, a revista Mercado Comum fez um especial bastante interessante sobre a profissão no estado de Minas Gerais (sede da revista) e no Brasil.
A revista conta com entrevistas com economistas, o papel do economista, desafios e outros assuntos. Também tem do ponto de vista acadêmico, os precursores do pensamento econômico e a nova tendência na formação que é atualmente buscada nas faculdades.
Nesta última parte aí que recebi por e-mail do meu antigo coordenador do Nepom, tem uma pequena parte na matéria sobre o trabalho desenvolvido pelos estudantes de economia da faculdade IBMEC-MG, do qual também fiz parte.
O especial começa na página 64 da edição de setembro de 2011.
O link é este: http://www.mercadocomum.com
sábado, 13 de agosto de 2011
Primeiro ano como economista no dia dos economistas
Hoje, 13 de agosto de 2011, é uma data pra lá de especial. O dia do economista!
De quebra é meu primeiro ano que posso comemorar de fato, afinal recebi meu diploma depois de ter passado a data no ano passado.
Ser economista é muito bom. Tenho orgulho do curso que fiz e minha maneira de pensar acerca das coisas que acontecem no mundo ganhou um visão muito melhor ao ingressar na ciência econômica.
Percebemos tudo o que nos cerca com um raciocínio que não vejo em nenhuma outra ciência. Temos a análise histórica, a robustez matemática, a inferência da estatística e uma praticidade que nos faz parecer um pouco descolada da ciências humanas (muitos pensam que economia é da exatas hehe).
Analisamos os dados com maior frieza do que os demais ramos da ciência humana e às vezes somos tratados como "desumanos" por estar em desacordo com o que algumas ciências acham que "deveria ser" o mundo.
Não nos prendemos ao plano do "deveria ser" e buscamos sempre dados que comprovem ou refutem uma asserção, mesmo que isto possa parecer anti-social na visão de algumas pessoas.
Não somos pessoas insensíveis, mas buscamos sempre fazer afirmativa do que realmente foi comprovado empiricamente ao invés de descrever o mundo como as pessoas gostariam de ler ou escultar.
A respeito disso eu gosto muito duma frase de John Stuart Mill escrita em 1867 e continua tão verdadeira no mundo de hoje:
"Os ramos da política, ou das leis que regem a vida social, nos quais existe uma variedade de fatos bastante selecionados e que foram organizados metodicamente para formarem o princípio de uma ciência, devem ser ensinados com conhecimento de causa. Entre os principais figura a Economia Política, as fontes e as condições da riqueza e da prosperidade material para os conjuntos agregados de seres humanos. [...]
Quem menospreza a Lógica também vai advertir o leitor, de modo geral, contra a Economia Política. É insensível, dirão. Reconhece fatos desagradáveis. De minha parte, considero que a coisa mais insensível que conheço é a lei da gravidade: quebra o pescoço da melhor e mais amável pessoa, sem o menor escrúpulo, se ela esquecer em algum momento de lhe dispensar a devida atenção. Os ventos e as ondas também são insensíveis. Você aconselharia quem sai ao mar a navegar os ventos e as ondas... ou recomendaria aproveitá-los, e encontrar os meios de se precaver contra seus perigos? Meu conselho é estudar os grandes autores da Economia Política, e se apegar com firmeza ao que considera verdadeiro em seus textos; e ter a certeza de que, se você não é egoísta nem desumano, não será a Economia Política que o tornará assim."
Então, saúdo a todos àqueles que passaram anos e anos tentando desvendar os mistérios dessa ciência que tem tanto a contribuir para tornar nosso mundo melhor. Alguns como eu gostaram tanto que resolveram continuar :-)
Parabéns Economistas!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Livro 10 anos de metas para a inflação no Brasil
Hoje, 29 de junho, vi uma coisa ótima ao abrir minha caixa de mensagens. Foi doado à biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, o livro Dez anos de metas para a inflação no Brasil (1999-2009), editado pelo Banco Central do Brasil.
Sou suspeito ao falar da importância que o regime de metas tem no controle da inflação nos últimos anos. Fiz parte de um grupo de estudos que tinha como objetivo “imitar” as ações dos membros do COPOM, estudando a economia brasileira e mundial e tentando prever com nossa pesquisa e um modelo teórico, qual seria a decisão para a próxima reunião (link).
A partir daí passei a acompanhar mais a nossa economia e compreender a importância que o regime de metas para a inflação tem na manutenção da estabilidade econômica atingida recentemente pela economia brasileira.
Com o mestrado eu acabei afastando um pouco desta rotina de “monitoramento” da economia e tenho acompanhado pouco as decisões em relação à política monetária. Sei que hoje existe uma pressão maior sobre a inflação e muitos economistas têm duvidado que este novo governo mantenha o compromisso com a estabilidade da inflação no nível pré-estabelecido como meta a ser atingida. Isto não é nem um pouco bom...
Bom, se você se interessa sobre os rumos da nossa política monetária e quer entender os benefícios e até os defeitos do regime de metas de inflação (óbvio que há), não perca a chance de dar uma boa lida na versão online que o BCB disponibilizou em sua página.
Ainda não li o livro, mas pelas publicações que li do BCB, este livro será facilmente entendido mesmo por quem não é da área. Os autores são em geral bem didáticos e com certeza o livro deve ter sido escrito para o público em geral e não só para especialistas.
Leia o livro e entenda a importância que o regime de metas para inflação teve nestes últimos anos para finalmente manter a taxa de inflação em níveis muito mais baixos do que outrora, permitindo assim que o Brasil pudesse crescer de forma sustentável nos últimos anos mesmo enfrentando algumas crises econômicas mundiais.
Segue o link do livro.
Boa leitura!
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Shakespeare e o Macaco
Isto é para não deixar dúvida algumas de que estatísticos são loucos. Olha só o exemplo do Lema de Borel-Cantelli que tem no livro texto de Estatística do Barry James.
Um macaco digitando todas as obras de Shakeaspeare sem erros???
Achei que estava delirando de tanto estudar hehe
Achei que estava delirando de tanto estudar hehe
| James, Barry R.Probabilidade : um curso em nível intermediário. 3ª ed. p. 202 |
p.s. Será que alguém chegou aqui pensando que era uma fábula?
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A cobrança pelo uso da água como instrumento econômico na política ambiental
Hoje vim aqui no blog para postar sobre uma palestra no PPGE da UFRGS que valeu a pena em alguns aspectos.
Primeiro, como o tema indica, tem a questão envolvendo política pública sobre um recurso que não pode ser tratado como um bem qualquer na economia, pois sua escassez (em nível crítico) leva a sérios problemas, e não são só os ambientais.
Outra parte interessante da palestra foi a discussão econômica que se teve em relação a como fazer com que os indivíduos usem a água de maneira ótima (no sentido econômico). Para isto foi feita uma discussão em cima da teoria econômica neoclássica que envolvem políticas públicas.
As discussões passaram em torno dos efeitos externos de cada atividade sobre o uso da água, determinação do consumo ambiental ideal, eficiência econômica, eficácia de cada uma das políticas e o que agregou mais na minha cabeça que foi como se faz para chegar ao consumo ideal da água através da escolha de um preço que maximiza o bem-estar mediante um ajuste entre a procura e a oferta.
Esse tal preço foi chamado de "água virtual" e nada mais é do que o preço que levaria ao uso ideal da água por todas os tipos de consumidores que a usem. É importante frisar que o preço pode ser único (mesmo assim alcançando o consumo planejado) ou variável (dependendo a elasticidade da demanda de cada consumidor ou da necessidade de seu uso).
Determinar este preço e avaliar seus impactos para o consumidor e na economia como um todo é algo que aprendi este trimestre numa disciplina de Teoria Microeconômica através de aulas e da leitura de um artigo do Neary & Roberts sobre racionamento e determinação do preço virtual.
Então, para quem gosta de debates sobre o uso racional da água, economia ambiental, economia pública ou simplesmente é um estudioso que se preocupa com questões ambientais, vale a pena dar uma olhada no livro. O autor disponibilizou ele em pdf para download em sua página e o link está disponível aqui.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Primeira palestra internacional
No dia 8 de abril (última sexta-feira) tive o prazer de participar de minha primeira palestra internacional. E nada melhor do que uma palestra com um dos economistas mais influentes atualmente e que tem como campo de pesquisa a Economia da Cultura, algo que eu gosto muito, como sugere o título do blog.
Acho que economia e cultura tem tudo a ver, uma influencia a outra (e a outra influencia o um, como diria alguns "iletrados"), fazendo com que a sociedade seja determinada pelas inter-relações econômicas e culturais. Analisar como o ambiente econômico determina a cultura de um local não é tarefa fácil e o contrário (analisar como a cultura de um lugar afeta seu desempenho econômico) torna-se uma tarefa ainda mais difícil e dispendiosa.
O economista Tyler Cowen tenta estabelecer como estas inter-relações contribuem para o desempenho econômico dos países em geral em diversas pesquisas e muitos de seus pensamentos estão contidos no blog Marginal Revolution escrito por ele. É um dos blogs que acompanho e foi muito bom ter presenciado e debate que se deu sobre as causas do recente crescimento econômico brasileiro e dos demais países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China) explicado sob seu ponto de vista. A palestra foi muito enriquecedora e aí vai um pouco dos dados da palestra:
Seminário de Pesquisa I
Palestra: Globalization, Markets and Culture
Palestrante: Tyler Cowen (George Mason University)
Data: 8 de abril de 2011
Local: Sala 31A – 3º andar – FCE/PPGE – Economia Aplicada
Sobre Tyler Cowen:
Tyler Cowen (nascido em 21 de Janeiro de 1962) é um economista estadunidense, acadêmico e escritor. Ele ocupa a cátedra Holbert C. Harris de Economia na George Mason University e é coautor, com Alex Tabarrok do popular blog Marginal Revolution. Atualmente ele escreve a coluna "Economic Scene" (Cenário Econômico) para o jornal New York Times e escreve para as revistas The New Republic e The Wilson Quarterly. Em fevereiro de 2011, Cowen foi nomeado pela The Economist como um dos mais influentes economistas da última década.
O interesse principal de Cowen é a economia da cultura. Ele escreveu livros sobre a fama (What Price Fame?), arte (In Praise of Commercial Culture) e comércio cultural (Creative Destruction: How Globalization is Changing the World's Cultures). Em Markets and Cultural Voices, ele relata como a globalização está mudando o mundo de três pintores mexicanos. Cowen argumenta que o livre mercado muda a cultura para melhor, deixando-os envolver em algo que as pessoas desejam. Outros livros são: Public Goods and Market Failures, The Theory of Market Failure, Explorations in the New Monetary Economics, Risk and Business Cycles, Economic Welfare, e New Theories of Market Failure.
Tyler Cowen's Web Page at GMU
Tyler Cowen's Vita at GMU
An interview with Tyler Cowen on The Marketplace of Ideas
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Entenda um pouco sobre os riscos da inflação
Vi um post muito bem escrito no blog Escolhas e Consequências do professor Ronald Hillbrecht sobre a origem, os tipos e as causas da inflação numa história muito bem elaborada para que os leigos na Ciência Econômica vejam os perigos que se têm em simplesmente imprimir mais moeda e em usá-la como política corretiva de desigualdade social (vide políticas de salário mínimo) numa economia qualquer.
Veja o post aqui. É fortemente recomendável ler!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Comentários sobre crescimento potencial
Num outro post eu descrevi o crescimento do IBC-Br, trazendo com ele a discussão sobre crescimento potencial. Uma maneira de saber se o produto está crescendo acima do seu potencial (gerando pressões inflacionárias) é usar ferramentas estatísticas que estimem o nível do produto através da série histórica.
Um estimador do produto potencial amplamente utilizado é o filtro de Hodrick-Prescott, mais conhecido como filtro HP. O filtro HP é muito utilizado para obter tendências não-lineares em séries históricas de caráter temporal. Veja abaixo o gráfico da estimativa feita da tendência do IBC-Br utilizando o filtro HP:
Fazendo a estimativa pelo filtro HP, verifica-se que o IBC-Br observado está abaixo do potencial (142,81 estimados contra 140,60 observados para dezembro de 2010) e nos levando a concluir que a atividade econômica está crescendo abaixo do potencial (1,54% abaixo do potencial). Isto seria verdade para o Brasil no ano de 2010?
Considerações sobre o produto potencial envolvem muita coisa além do que uma série pode demonstrar. Pela série dessazonalizada do IBC-Br que é um bom indicador de atividade econômica recentemente desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, vemos que a economia está crescendo em um ritmo menor do que deveria, mas olhando o cenário nacional não é essa a impressão que fica.
O ano de 2010 fechou com alta considerável em praticamente todos os índices de preços e o IPCA que é o índice oficial do regime de metas de inflação fechou o ano de 2010 com alta de 5,91%, o que é alto se comparado aos anos anteriores. Isto leva a crer que o crescimento está acima do potencial, gerando pressões inflacionárias para a economia brasileira.
Em Economia, olhar uma única série para tirar conclusões sobre a economia em geral pode ser perigoso. É mais prudente acompanhar o noticiário e principalmente saber sobre outros índices importantes para não correr o risco de errar feio numa análise econômica.
Dentre os indicadores de atividade econômica que melhor sintetiza se estamos crescendo com ou sem pressões inflacionárias em minha opinião é o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), mas considero este indicador importante como um item complementar para análise já que ele não indica o nível de atividade econômica e sim o quanto a indústria está produzindo na comparação com máximo (estimado) que poderia produzir.
Vou fechar toda esta análise sem levar em consideração as importações e a taxa câmbio que poderiam amenizar os efeitos inflacionários, mas aí ia ser um post muito extenso...
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Banco Central do Brasil divulga IBC-Br de dezembro de 2010
O Banco Central do Brasil divulgou ontem (16 de dezembro) o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) que mede a expansão da atividade econômica mensalmente. O IBC-Br passou a ser divulgado pelo Banco Central do Brasil apenas no ano passado e é visto pelo mercado como uma boa antecipação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), sendo assim, espera-se que o resultado do índice seja aproximadamente igual o desempenho do PIB.
Segundo o índice, a economia brasileira teve um crescimento de 7,81% em 2010, resultado próximo aos 7,3% projetados pelo Banco Central e mais próximo ainda aos 7,61% esperado pela mediana do mercado segundo o último Boletim Focus, respectivamente para o PIB deste ano.
| Fonte: Banco Central do Brasil (elaboração própria) |
Como podemos ver pelo gráfico acima, o índice fechou o ano de 2010 com 140,60 pontos e teve crescimento mensal de 0,07% (praticamente estável). Em relação ao mesmo mês do ano anterior o crescimento foi de 4,07%. O crescimento anual e em 12 meses são sempre iguais no último mês do ano e o crescimento registrado foi os 7,81% expostos anteriormente.
O que todas estas comparações mostram é que a atividade econômica seguiu em ritmo forte no ano de 2010 e o que mais se tem perguntado é se foi um crescimento "forçado" (acima da capacidade produtiva) pelas medidas anti-cíclicas do governo, o que pode ter contribuído para a alta da inflação ou se cresceu de forma "natural" (determinada pela capacidade produtiva do país), não trazendo assim pressões inflacionárias para a economia nacional.
Saber se a atividade econômica está crescendo ou não acima do seu potencial é um bom exercício mental que teremos nestes próximos anos com a alta dos índices de inflação. Ter crescimento econômico quase sempre é bom. A ressalva está em que a atividade econômica deve crescer no nível máximo sustentável para que não gere pressões inflacionárias que no médio ou longo prazo vai prejudicar o crescimento da economia.
Fica aí o alerta, comemoremos sim o crescimento registrado do IBC-Br, mas não esqueçamos de olhar outros indicadores que junto com este índice vão nos indicar melhor a real situação da nossa economia.
P.S. Poderia colocar na discussão uma estimativa para o crescimento potencial IBC-Br, mas preferi colocar a discussão em outro post para não ficar muito extenso. Confira!
P.S. Poderia colocar na discussão uma estimativa para o crescimento potencial IBC-Br, mas preferi colocar a discussão em outro post para não ficar muito extenso. Confira!
Mestrado Acadêmico
Algumas pessoas que acompanham meu blog viu que eu fiz um exame de seleção de mestrado para entrar no mestrado via ANPEC. Tive muitas dificuldades no tempo de estudo em razão de fatores externos, mas não desanimei e persisti com os estudos e conquistei a minha vaga no mestrado acadêmico.
Dentre as escolhas que me foram possíveis escolher, preferi o Programa de Pós-Graduação em Economia (PPGE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi uma escolha difícil porque tive boas opções, mas o que me atraiu lá além do programa levar mais para o lado quantitativo, o fato de morar em Porto Alegre me agradou bastante.
A visão que eu tenho desta cidade é de um lugar mais tranquilo e com pessoas com um nível de instrução e qualidade de vida melhores. Isto é o que sonho encontrar para poder enfim aproveitar meu potencial ao máximo. Não será nada fácil enfrentar um mestrado e espero mesmo que seja assim. Pode parecer que gosto de sofrimento, mas na verdade é que aprendi que o conhecimento só é verdadeiro quando se conquista com muito empenho. O que é fácil só engana!
Pois bem, agora estou matriculado na PPGE/UFRGS no curso de Economia Aplicada. Uma nova fase vem aí e este ano ao que tudo indica, minha vida virtual vai ficar praticamente anulada em por causa do mestrado. Espero passar bem por esta fase e que aproveite tudo de bom que existe no curso da UFRGS, faça novas amizades para a vida e aproveite o que há melhor que Porto Alegre tem a me oferecer. Pode ser preciosismo, mas nunca é demais pedir né?!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Banco Central do Brasil lança o relatório trimestral de inflação
Para quem gosta de estar por dentro da economia brasileira e até mundial, vale a pena dar uma lida no Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central do Brasil. Este relatório não destaca só assuntos diretamente ligados a inflação (até porque em economia tudo afeta indiretamente) e permeia em assuntos como nível de atividade econômica; política creditícia, monetária e fiscal; Economia Internacional; Setor Externo; Preços e Perspectivas para a inflação.
Como é o último trimestre do ano, normalmente os escritores dão um panorama geral da situação no ano e quais as perceptivas para o próximo que vem vindo. Ler este relatório, a última ata do COPOM (Comitê de Política Monetária) e a carta de conjuntura do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada) que deve estar por vir é obrigatório para aqueles que querem entender verdadeiramente o panorama econômico atual.
É claro que existem ainda algumas revistas e instituições especializadas que darão uma boa noção no decorrer do tempo sobre nossa situação econômica, mas isto não vem em um trabalho sozinho e jornais e revistas não especializadas passam as notícias sem cobrir o assunto da maneira como deveriam ou até interpretam de maneira equivocada (o mal de jornalista se meterem a Economistas).
Deixando isto de lado, este relatório trimestral de inflação é muito rico em conteúdo e para aqueles que não tem muito tempo de ler o relatório completo, há também os slides feitos de forma resumida e muito informativa para aqueles que já tem um bom conhecimento prévio de economia e um vídeo com a apresentação disponível na site do Banco Central.
Crescimento e Desigualdade de Altura no Brasil
Passando pelo blog do Leonardo Monastério, deparei com um link que dava numa reportagem do Correio Braziliense feita com Shikida que foi meu ex-professor no Ibmec/MG. Durante as aulas que eu tive com ele eu lembro da discussão em torno deste artigo que tinha a premissa de que pessoas mais ricas são em médias mais altas do que pessoas mais pobres.
A discussão em sala de aula em si não foi sobre a afirmação de que pessoas mais ricas devem ser necessariamente mais altas do que as pessoas mais pobres, mas de que dado um "potencial" de altura (algo como expectativa de altura do filho que há como medir) em relação ao que ele cresceu sendo de uma família rica ou sendo de uma família pobre.
Não cheguei a ler o artigo e este é mais uma das minhas inúmeras dívidas com leitura que pretendo sanar ainda nestas férias, mas pelo que foi dito em sala e com um dos autores do artigo que o apresentou para nós na disciplina de Economia Brasileira II, o ponto do artigo é que pessoas mais ricas tem mais saudáveis (no sentido de ter melhor saúde) do que os mais pobres que tem menos acesso e isto é decisivo na infância e adolescência que é a época que desenvolvemos nosso corpo e praticamente definimos nossa altura.
Lembro de uma tabela que também é exposta na reportagem dita acima comparando as regiões por altura e os resultados corroboram a sua tese. Pessoas que moram no Sul e Sudeste são em médias mais altas do que as regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que são economicamente mais pobres que as do Sul e Sudeste. Outra tabela comparativa foi da altura em relação a cor e o resultado também parece corroborar a tese dos autores e os brancos que são em média mais ricos, também são em média mais altos do que as demais cores.
É claro que há de se destacar que o estas tabelas são apenas ilustrativas. Os dados obtidos pelos autores foram testados empiricamente de acordo com o modelo escolhido para testar a hipótese básica do estudo e os resultados foram favoráveis a hipótese do trabalho. Lembro que em sala de aula discutiu-se que o ideal seria ter a mesma pessoa nas duas situações (pobre e rica) e a estimação seria perfeita, mas como isto nunca poderá ser observado, utilizou-se uma amostra com pessoas ricas e pobres em relação ao seu potencial de crescimento.
Para melhores detalhes sugiro dar uma lida na reportagem do Correio Braziliense e/ou principalmente ler o artigo. O título do artigo é Growth and Inequalities of Height in Brazil (1939-1981) e está em inglês. Vale a pena ler a reportagem (especialmente para os leigos em Economia) e o artigo.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Estudos Econômicos: Publicação de nova edição
Para quem gosta de ler artigos novos relacionados à Economia, eis que no final do ano sai uma nova publicação da Revista Estudo Econômicos do IPE/USP. Todos os artigos devem ser de bom nível, mas o meu destaque especial vai para o trabalho de Márcio Salvato (foi meu professor), Pedro Cavalcanti e Ângelo Duarte sobre o impacto da escolaridade sobre a distribuição de renda, sem dúvida um ótimo tema com grandes autores.
Publicação Vol. 40 Nº 4:
O Impacto da Escolaridade sobre a Distribuição de Renda
Autores: Marcio Antonio Salvato, Pedro Cavalcanti Gomes Ferreira, Angelo José Mont'Alverne Duarte
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Símbolo e Signo: o Dinheiro no Capitalismo Contemporâneo
Investment Specific Technological Progress and Structural Change
Autores: Ricardo Silva Azevedo Araujo, Joanílio Rodolpho Teixeira
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Competition in the Brazilian Loan Market: an Empirical Analysis
Autor: Claudio Ribeiro Lucinda
DownloadO Modelo Z-D e a Função Emprego - Descrições Gráficas à Luz da Teoria Geral de Keynes
Autor: Claudia Heller
DownloadUm Modelo Espacial de Demanda Habitacional para a Cidade do Recife
Autores: Rubens Alves Dantas, André Matos Magalhães, José Raimundo de Oliveira Vergolino
A Visão Convencional sobre a Abertura Financeira e suas Mutações Recentes
Autor: André Martins Biancareli
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Impactos de Políticas de Desoneração do Setor Produtivo: uma Avaliação a partir de um Modelo de Gerações Superpostas
Autores: Marco Antonio Freitas de Hollanda Cavalcanti, Napoleão Luis Costa da Silva
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Resenha Bibliográfica: BECKER, William E.; WATTS, Michael; BECKER, Suzzane R. (Ed.). Teaching Economics: more alternatives to chalk and talk. Cheltenham-UK: Edward Elgar Publishing Limited, 2006. 225 p.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O valor econômico de um professor de alta qualidade
Muito se discute sobre a importância da educação para a formação do indivíduo e suas recompensas individuais e coletivas para a formação de um país com maiores oportunidades e melhores condições de vida.
Dentro deste tema eu já vi várias discussões em relações a uma vasta gama de métodos que poderiam ser aplicados para desenvolver o melhor potencial dos alunos, mas nunca tinha visto um trabalho que buscasse mensurar o valor que um bom professor teria na formação dos alunos.
Estudar em um lugar onde os professores são mais bem preparados para ensinar faz muita diferença e estudar com professores de alto nível faz muita diferença na hora do aluno entrar no mercado de trabalho, afora as externalidades envolvidas...
Pois bem, passando pelo blog do professor Mankiw, vi uma referência de um estudo sobre o assunto no NBER (National Bureau of Economic Research) com o título "The Economic Value of Higher Teacher Quality" do autor Eric A. Hanushek.
Veja o resumo,
"Most analyses of teacher quality end without any assessment of the economic value of altered teacher quality. This paper combines information about teacher effectiveness with the economic impact of higher achievement. It begins with an overview of what is known about the relationship between teacher quality and student achievement. This provides the basis for consideration of the derived demand for teachers that comes from their impact on economic outcomes. Alternative valuation methods are based on the impact of increased achievement on individual earnings and on the impact of low teacher effectiveness on economic growth through aggregate achievement. A teacher one standard deviation above the mean effectiveness annually generates marginal gains of over $400,000 in present value of student future earnings with a class size of 20 and proportionately higher with larger class sizes. Alternatively, replacing the bottom 5-8 percent of teachers with average teachers could move the U.S. near the top of international math and science rankings with a present value of $100 trillion."
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Livros de exercícios resolvidos da ANPEC
Este ano a editora Elsevier brindou os estudantes do curso de Ciências Econômicas com um excelente material de Macroeconomia, Microeconomia, Matemática e Estatística. Trata-se da Série: Questões Anpec que é baseado no exame de seleção para concorrentes ao mestrado de Economia feito pela ANPEC (Associação Nacional de Pós-Graduação em Economia).
Estive este ano estudando para fazer o exame ANPEC 2011 e durante meus estudos, senti algumas dificuldades básicas que em sua maioria foram solucionados com livros comentados de exercícios da ANPEC como o de Microeconomia e Matemática da Editora UFMG e o livro de Macroeconomia dos professores do CAEN.
Eles foram de grande serventia e me ajudaram bastante a entender alguns conteúdos que só com os livros textos eu não compreendia. Infelizmente fiz algumas escolhas erradas e sobrou apenas 3 meses de estudos exclusivos para a ANPEC 2011, mas graças ao meu bom desempenho acadêmico e estes livros com resoluções de provas passadas, deu para passar entre os 100 primeiros e poder escolher 4 das 6 instituições que candidatei ao mestrado acadêmico.
A parte ruim é que os livros estavam meio defasados, especialmente os de Macroeconomia e principalmente o de Microeconomia. Mas para aqueles que vão prestar o exame em 2012 e alguns anos depois, este material é indispensável para poder passar nos melhores centros do país, já que em alguns lugares conta-se com os tais cursinhos que preparam melhor os concorrentes do Rio de Janeiro e São Paulo.
Fica a dica para quem for prestar o exame ANPEC o ano que vem ou em anos anteriores, estudar bastante pelos livros textos e utilizar estes livros para treinarem e apurarem sua capacidade de resolver e sair-se bem neste exame que foi de longe o mais difícil que já prestei.
Ah! As provas são do exame ANPEC 2002 a 2011. Confira a lista na livraria cultura ou faça uma consulta.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O atleta mais bem pago de todos os tempos
Depois de ler mais uma coluna nos diversos blogs esportivos que eu leio nas mídias especializadas em esportes, deparei no blog do Erich Beting com uma pesquisa interessante a respeito de qual seria o atleta mais bem pago da história.
Como um admirador das práticas esportivas e ainda com uma pitada de uma boa história econômica por dentro da matéria, fiquei curioso para descobrir quem seria o tal atleta mais bem pago de todos os tempos e como seria o método de mensuração para chegar a esta resposta.
Pois bem, minha imaginação não foi tão longe assim porque dos esportes antigos eu imaginei exatamente os praticados em Roma e na Grécia e dos esportes novos também acertei um dos principais atletas de comparação (Tiger Woods) da revista oficial que publicou a matéria.
E para aqueles que chutariam atletas como Messi, Michael Schumacher, Michael Jordan, Tiger Woods, Roger Federer, Ben Roethlisberger, Phil Nickelson e outros atletas da atualidade erraram por muito, pois destes aí, o que ganhou a maior soma foi Tiger Woods que passou de 1 bilhão de dólares, mas longe da quantia ganha por Gaius Appuleius Diocles que foi de aproximadamente 15 bilhões a dólares atuais.
No pequeno artigo original publicado pela revista Lamphans's Quartely, não consta o método que fez com que ele chegasse a esta conclusão e não procurei tão a fundo a ponto de saber se ele disponibilizou os meios que ele chegou a tal quantia e quais foram os períodos e os países analisados.
Deve ter sido uma pesquisa muito interessante e difícil. Além do trabalho de estimar a quantia ganha pelos atletas em períodos longínquos, há o trabalho de trazer estes valores para uma moeda atual (ou vice-versa) e talvez descontar isto por um índice que medisse o poder de compra das duas moedas.
Não sei o grau de sofisticação da pesquisa feita pelo autor desta pesquisa, mas certamente não deve ser uma pesquisa mal feita, pois se trata de uma pesquisa de circulação mundial e que me causou uma boa impressão.
Então, para quem gosta de esportes, história, economia e curiosidades em geral; esta é uma boa leitura e fico na expectativa para que haja mais publicações assim não só em blogs de conteúdo esportivo ou revistas de história, mas em outros meios de pesquisa e divulgação em geral para podermos conhecer um pouco da nossa história.
Acertar precisamente os valores ou outra coisa estudada como objeto de estudo em outras épocas da história humana é praticamente impossível, mas nada nos impede de obter uma boa estimativa se fizermos boas hipóteses sobre o assunto em questão. Aproveito para deixar meus parabéns ao pesquisador. Bom trabalho!
Este achado é do pesquisador estadunidense Peter Struck, publicado na revista Lamphans's Quartely, adaptado pela revista brasileira História Viva até parar no blog do Erich Beting que tem um blog no Uol Esporte.
Fontes:
Blog do Erich Beting [link]
Revista História Viva [link]
Lamphans's Quarterly [link]
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Calendário ANPEC 2011
Para aqueles que como eu prestaram o exame nacional de seleção da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC) com o objetivo de fazer um mestrado com bolsa de estudos, estou disponibilizando aqui neste blog o calendário segundo o manual do candidato.
A partir de amanhã (04/11) até a terça-feira do dia 23 está lançada a sorte aos concorrentes que como eu deverão ficar extremamente ansiosos para serem chamados aos centros (universidades ou faculdades) de sua preferência.
Boa sorte aos futuros mestres economistas deste país e façamo-os desenvolver cada vez mais com nossas mentes!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Hitler descobre sua nota da ANPEC
Para os ansiosos alunos que estão esperando o resultado final no dia 5 deste mês do exame ANPEC 2011, espero que não tenham a mesma sorte do Hitlter hehe!
Recebi este vídeo de um amigo por e-mail. Achei legal!
sábado, 30 de outubro de 2010
Você quer estar no comando da política monetária?
Hoje eu lembrei de uma mensagem muita interessantes entre muitas outras que eu recebia quando era um membro do Nepom. O Nepom para quem não conhece é um grupo de estudantes que estuda a política monetária e seus desdobramentos na economia brasileira. Quem preferir conhecer melhor visite este link aqui.
Voltando ao assunto, recebi um e-mail de um dos membros do Nepom com a seguinte pergunta: Quer ser o presidente de um banco central por um dia? Achei estranho e resolvi dar uma olhada e deparei com um link que dava na página do Fed (Federal Reserve System) com o nome Fed Chairman Game.
Este jogo foi feito pelo Fed de São Francisco e serve para estudantes de Economia e mesmo os leigos tomarem o posto de presidente do Banco Central e tomar sérias decisões à respeito da política monetária e suas consequência na economia local neste simulador.
Para quem for leigo em economia, antes de começar o jogo é bom ir na guia "Learn more" e de lá você será endereçado à uma página que te instrui melhor sobre o qual é a função da política monetária e como a sua decisão de mudar a taxa de juros em alguns pontos percentuais (os famosos p.p.) afeta toda a economia.
Para resumir um pouco para quem não conhece bem o inglês ou pior ainda, o "inglês economês", aqui vai um pouco do que é importante no jogo. "Um aumento dos juros combate a inflação mas aumenta o desemprego. Queda dos juros aumenta inflação mas reduz desemprego." Mas não é assim tão fácil, assim como na economia real, neste jogo você será confrontado com situações difíceis e às vezes contraditórias quanto a adoção da política monetária (restritiva ou expansionista). São os famosos choques negativos de oferta e de demanda que exigem uma destreza maior do comandante da política monetária.
Assim como qualquer pessoa ou empresa o Banco central tem uma meta que no caso é a de inflação, mas para isto tem que manter baixa a taxa de desemprego, ou seja, manter a economia crescendo de maneira estável. Se você não der conta de manter a inflação dentro da meta estabelecida e/ou a taxa de desemprego igual a natural, você será fatalmente demitido.
Você será desafiado a se comportar como um economista de verdade e a usar suas habilidades para conduzir a política econômica do país. Sinta-se como se estivesse no lugar do Henrique Meirelles e veja como é importante determinar a meta da taxa Selic durante as reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM).
Leia minha mensagem assim que descobri o site e "tentei a sorte" neste joguinho:
"Fiz o teste e pelo visto parece que eu tenho uma maior "aversão a inflação"!
Na primeira tentativa fui demitido por causa da deflação (e em outras também), mas na maioria eu saí bem, venci o jogo e continuei no comando da política monetária hehe!
Ótimo joguinho."
E você? Quer ser o presidente do Banco Central por um dia?
Teste sua capacidade e sinta-se um Economista!
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