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sábado, 30 de outubro de 2010

Novos livros de Economia

Há algum tempo eu venho querendo colocar as novas versões dos bons livros de Economia para graduação. Quando fiquei me preparando para as provas da ANPEC eu busquei ler mais livros e descobri que este ano teve muitas atualizações do best-seller de Economia.

Dei uma folheada em alguns na Leitura (livraria) e vi que estão com temas atuais, como a crise financeira e outros assuntos que figuram no cenário econômico, além do avanço nas pesquisas. Foi muito bom perceber isto porque via que tinha alguns livros muito bons em teoria econômica, mas com uns assuntos ultrapassados e, além disso, sentia falta de algumas novas teorias a respeito de um determinado assunto na nossa ciência.

Eis aqui então alguns que eu encontrei com edição de 2010:
- Manual de Macroeconomia - Básico e intermediário - 3ª Ed. 2010
Autores: Luiz Martins Lopes e Marco Antônio Sandoval de Vasconcellos
- Macroeconomia - 7ª Ed. 2010 
Autor: N. Gregory Mankiw
- Microeconomia - 6ª Ed. 2010
Autores: Robert S. Pindyck | Daniel L. Rubinfeld 
- Economia Internacional - 8ª Ed. 2010
Autores: Paul Krugman e Maurice Obstfeld
- Economia de Empresas - Aplicações, Estratégias e Táticas - 11ª Ed. 2010
Autores: James R. MCguigan, R. Charles Moyer e Frederick H. Deb. Harris

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Biblioteca 24 horas: Como seria a alocação eficiente?

Para quem não sabe, existe algumas bibliotecas que oferecem seus serviços 24 horas por dia, ou seja, estão abertas a qualquer hora do dia (no caso da que eu vou independe de ser domingo ou feriado).

Com o ritmo de estudos que estou precisando estabelecer, ter uma biblioteca que funcione nestes moldes, e principalmente perto de casa, ajuda consideravelmente a estudar. Não que eu estude 24 horas por dia, mas porque independentemente da hora que eu possa estudar, lá vai estar aberto para que eu possa ir e usufruir o espaço. 

Isto ajuda muito, pois já tive que parar de estudar por diversas vezes por ter dado a hora de encerrarem os serviços na minha faculdade. Alguns estudantes são extremamente "necessitados" dos serviços de uma biblioteca por não terem o ambiente e recursos necessários a um bom rendimento nos estudos em suas respectivas moradias. Os recursos necessários são os livros, computadores espaço, silêncio, etc., todos essensiais para um bom desempenho do estudante.

Pode ser meio pretensioso, mas penso que a oferta deste serviço poderia ser aumentada. No lugar onde eu fico sempre fica superlotado e há diversos improvisos do lado de fora da biblioteca, o que indica que há excesso de demanda para este serviço. Não sei bem como isto modificaria a estrutura de custos de uma faculdade, onde eu fico tem uma parcela enorme de estudantes que não são alunos da instituição e estão nitidamente pegando "carona" no serviço, como eu por exemplo.

Pela quantidade de pessoas que frequentam o espaço, este bem (na verdade serviço) de recurso comum (termo usado na Ciência Econômica para bens não excludentes, ou seja, não há como privar um indivíduo de seu uso - não há impedimentos ao uso de um biblioteca - e rival, ou seja, o uso do bem ou serviço pode eliminar a possibilidade de que alguém mais possa usá-lo - no caso a lotação) está sendo oferecido em quantidade  insuficiente pelo mercado e seria bom que houvesse mais instituições públicas ou privadas fornecendo este serviço.

No caso deste serviço, pelas suas características intrínsecas, a alocação privada deste recurso pode levar a um fornecimento ineficiente deste bem e há espaço aqui para o governo melhorar o resultado de mercado e aumentar o bem-estar dos geral, especialmente dos estudantes.

O caso clássico do uso de uma bem de recurso comum conhecido é a tragédia dos comuns, situação resolvida com a atribuições de direito de propriedade, ou seja, torná-lo privado ou como no caso das rodovias superlotadas na Inglaterra, cobrar pedágios nos horários de pico.

Penso que a situação de uma biblioteca não seria eficiente do ponto de vista do bem-estar a primeira alternativa. A solução deste problema nos primeiros moldes seria impedir a entrada dos "não alunos" nas instituições privadas e acharia um absurdo se fizessem isto numa pública. A segunda solução poderia até ser plausível, ou seja, cobrar ingresso nos horários onde a biblioteca fica lotado poderia melhorar o resultado de mercado.

Agora, pensando bem, não concordo muito com a segunda alternativa. No meu ponto de vista, o que há aqui é problema do lado da oferta. Penso que neste caso o governo poderia melhorar sim o resultado de mercado através de incentivos ao maior fornecimento deste serviço. Poderíamos fazer com que mais instituições fossem mais "tentadas" a oferecer este serviço reduzindo algum imposto (o que doeria no "bolso" dos agentes públicos) ou simplesmente dando uma nota maior nas famosas avaliações do MEC (Ministério da Educação) às instituições que oferecessem este serviço. Creio eu que seria um bom incentivo (duvido que ele exista). É importante também garantir que não vai haver um excesso de oferta do produto, até porque neste nosso país a demanda por estudos extra não é tão grande assim... 

Eu estou aproveitando bastante e fico pensando o tanto que minha vida acadêmica poderia ter sido facilitada se este serviço fosse oferecido a mais tempo no mesmo local e pela característica dos alunos da minha faculdade (pelo menos os de Economia), não seria nada mal ter este tipo de serviço...

O que importa é que estou usufruindo agora enquanto é tempo e espero que minha próxima instituição ofereça este serviço porque já sei que vou precisar bastante dele.

Leia a notícia.

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Infelizmente este serviço deixou de existir no local indicado (era a biblioteca da Izabela Hendrix). A última notícia que tive é que o serviço deixou de ser ofertado em Belo Horizonte =(

sábado, 27 de março de 2010

Preconceito

Bom, parece que tem dias que nada pode dar certo na sua vida, certo?
Ontem e hoje eu pude experimentar um pouco disso, mas chega uma hora que a situação fica insuportável.
Vamos entrar nos fatos então. Ontem eu estava em mais um de meus dias procurando dados sobre ferrovias para minha monografia em um dos lugares prováveis para encontrar os dados segundo referências e converso com um dos seguranças e peço para fazer uma visita ao acervo da biblioteca da RFFSA em Belo Horizonte e ele então me diz que as visitas são marcadas com antecedência a partir do meio dia e feitas somente aos sábados, domingos e feriados. Achei estranho e pedi informação com a administração do museu, mas ele disse que isto só poderia ser feito no sábado. Fazer o que? Queria falar com alguém lá de dentro, mas como o segurança disse que não tinha jeito, tive que me contentar em voltar outro dia mesmo. E lá se foi um dia produtivo jogado no ralo então.
No outro dia, depois da minha aula de estatística pela manhã eu vou lá para finalmente ver se consigo algo mais para minha monografia, mas para a minha surpresa eu encontro tudo fechado e converso com outro segurança que estava no local se ele poderia informar como eu teria acesso ao museu naquele dia. O segurança me dá a informação de que não tinha como eu entrar em contato com ninguém naquele dia e fala que os dias que funcionam é de segunda à sexta.
Penso logo: Estes caras estão de brincadeira comigo? Insisto então em conversar com alguém, pois noto que há pessoas e que mesmo que parcialmente o prédio está funcionando. Ele então se recusa, a gente discute, ele fica nervoso e me ameaça de agressão antes de eu falar que iria chamar a polícia. Quando eu disse a 'palavra mágica', ele sorriu sarcasticamente e me desafiou a ligar já que eu não teria provas. O pobre coitado não sabia mesmo com quem estava falando. Olhando para mim, deve ter pensado que eu sou mais um desses "moleques" que ele lida na base da pancada. Acionei a polícia, expliquei a situação e fiz um boletim de ocorrência contra ele para aprender a nunca mais agir assim com outra pessoa. Fico pensando se levo isto para frente..

Bom, esta situação deixou uma reflexão comigo: Será que minha aparência (negro, magro e alto) tem alguma coisa a ver com isto? Não é querendo dar uma de pobre coitado não, mas duvido se fosse alguém mais "apresentável" ele agiria assim. Porém hoje foi feita uma lição e espero que nunca mais eu passe por uma situação dessas que me deixou extremamente chateado!